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terça-feira, 18 de agosto de 2009

ALA DE PROTESTO DA ESCOLA SOLANGE COELHO CAUSA REVOLTA À PREFEITA






O desfile em comemoração ao aniversário da cidade de Lauro de Freitas, no dia 1.º, sábado, teve uma surpresa não muito agradável aos olhos da chefe do Executivo, Moema Gramacho: as alas de protesto da Escola Municipal Solange Coelho. No desfile, estudantes protestavam contra o descaso da educação: falta de segurança que resultou no roubo dos computadores e outros materiais da escola; desabamento do muro da escola etc. Além disso, foram também motivos do protesto: a poluição dos rios, doenças infecto-contagiosas, agência bancária e quadra poliesportiva em Itinga. O objetivo do protesto era provocar a prefeitura a tomar as devidas providências. Uma verdadeira aula de cidadania.

A ação dos estudantes obteve um resultado imediato, além de uma ação de intimidação aos responsáveis da escola pela SEMED. A prefeita, o vice-prefeito e sua comitiva compareceram no dia 5 de agosto, quarta, às 12h, para ver de perto os problemas colocados no dia do desfile. Um dos problemas foi “o muro da quadra que caiu e ninguém viu”, segundo faixa que os alunos sustentavam durante o desfile. Mas além de verificar a situação da escola, a prefeita teve um outro objetivo na sua ida à escola: amedrontar e ameaçar os responsáveis da escola por permitir que tal ala fosse para o desfile. Além da atitude indelicada, desrespeitosa, arrogante, prepotente e autoritária da excelentíssima prefeita, ela ainda afirmou que iria abrir sindicância administrativa para apurar e punir todos os responsáveis. Segundo informações, a prefeita teria dito que a escola não deveria permitir que o sindicato se intrometesse em questões administrativas. Além de afirmar que não tinha nada contra o protesto, só que o momento não era oportuno, que fizesse em um outro dia, não no dia da comemoração dos 47 anos de emancipação do município. Além de afirmar que a Escola depreciou a imagem do município e outras bobagens....

Ante toda a situação exposta, vale a pena fazermos algumas reflexões:

O Sindicato estava presente no desfile?
Na ala da Escola Solange Coelho?
Quem imaginaria que uma ex-sindicalista, que inúmeras vezes participou dos desfiles do 2 de julho e do 7 de setembro em alas de protesto, fosse ficar tão irada com o protesto feito pelos alunos da escola.

Tudo pode acontecer na cidade de Alice no país das maravilhas!



Edson Paiva

domingo, 2 de agosto de 2009

ALA DE PROTESTO DA ESCOLA SOLANGE COELHO CAUSA IMPACTO



A ESCOLA MUNICIPAL SOLANGE COELHO PARTICIPOU DO DESFILE NO DIA 1º DE AGOSTO, NO CENTRO DE LAURO DE FREITAS, EM COMEMORAÇÃO AOS 47 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DA CIDADE, COM GRANDE PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS EM VÁRIAS ALAS.
A ALA DE PROTESTO FOI UMA DAS QUE MAIS CHAMOU A ATENÇÃO DA POPULAÇÃO E DAS AUTORIDADES PRESENTES.
ALUNOS MASCARADOS DE PALHAÇO E FANTASMÃO PROTESTAVAM CONTRA O DESCASO DO GOVERNO PELO BAIRRO DE ITINGA, ESCOLAS EM PESSÍMAS CONDIÇÕES, RIOS POLUIDOS, REIVINDICAVAM AGÊNCIA BANCÁRIA, QUADRA POLIESPORTIVA PARA O BAIRRO, SEGURANÇA E COMBATE À VIOLÊNCIA ATRAVÉS DE FAIXAS E CARTAZES QUE DENUNCIAVAM: O ROUBO DOS COMPUTADORES DA ESCOLA SOLANGE COELHO, ATÉ O MOMENTO SEM SOLUÇÃO; O MURO QUE DESABOU DURANTE O PERÍODO CHUVOSO E AINDA NÃO FOI RESTAURADO, A QUADRA DA ESCOLA INTERDITADA PREJUDICANDO OS ALUNOS; SOLICITAÇÃO DE MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO; A POLUIÇÃO DOS RIOS E A PRESERVAÇÃO DA NATUREZA; SOLICITAÇÃO DE ESCOLAS COM QUALIDADE, ENTRE OUTRAS.
UMA GRANDE AULA DE CIDADANIA!
ESPERA-SE QUE AS AUTORIDADES DO MUNICÍPIO TEM AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS E ATENDAM AS REIVINDICAÇÕES DOS ALUNOS.
Edson Paiva
Prof de Educação Física da Escola Solange Coelho
e Diretor Sindical

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"BLITZ II"







A ASPROLF REALIZARÁ A BLITZ II NAS ESCOLAS.
AGUARDE!
Faremos visitas às escolas que foram denunciadas durante a "Blitz I" para constatar se houve de fato alguma obra de restauração.

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR






De 30/07 a 03/08, a TV Escola estará reapresentando, no programa Salto para o Futuro, a série "Educação Física na escola".
Os jogos, os esportes, as danças, as lutas e as diversas formas de ginástica estão presentes na nossa cultura, influenciando o comportamento, transmitindo valores, fazendo parte do dia-a-dia das pessoas, seja como prática nos momentos de lazer, seja como possibilidade para a atuação profissional ou de apreciação na mídia. Na escola, o ensino da Educação Física pode e deve incluir a vivência dessas modalidades como conteúdos, ampliando as possibilidades de os alunos compreenderem, participarem e transformarem a realidade.
No entanto, os professores polivalentes, com formação em Magistério, ou em Pedagogia, e os especialistas, graduados em Educação Física, avaliam, muitas vezes, o ensino da área como inadequado, refletindo uma prática que se apóia em um processo seletivo de alunos aptos para o padrão competitivo. Excluem-se, nesse processo seletivo, muitos dos que não conseguem o desempenho esperado em um tempo predeterminado para o desenvolvimento de tais capacidades. É preciso reconhecer que a ação educativa, quando centraliza o processo de ensino e aprendizagem em seqüências pedagógicas que têm como referência um aluno ideal e não o aluno real, pode redundar em fracasso. A partir dessa constatação, propomos que nesta série sejam discutidos não só os diferentes jeitos de fazer e aprender, mas também os diferentes tempos necessários para aprendizagem, baseados em situações reais do cotidiano escolar.
Neste debate, não direcionaremos as questões apenas para o professor especialista, mas também para o professor polivalente, que em muitos lugares assume o desenvolvimento dessa área/disciplina nas séries iniciais. Não cabe, neste momento, argumentar se deve, ou não, a Educação Física de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental ser desenvolvida por um professor especialista, pois independentemente das conquistas que possam ser obtidas pelos profissionais da área, temos, de fato, que constatar uma realidade: em muitos lugares não existe o especialista e uma proposta de trabalho precisa ser desenvolvida. Essa proposta deve tornar-se parte do projeto educativo, valorizando o potencial formativo que a Educação Física tem para a educação global dos alunos.
Neste momento, questiona-se a concepção de que a simples reprodução daquilo que foi ensinado seja uma evidência da aprendizagem dos alunos sobre os conteúdos da Educação Física. O que se pretende é que o aluno saiba fazer, entenda o que faz, como aprendeu, como pode continuar aprendendo sobre aquilo que o interessa, e que amplie seu olhar sobre as práticas da cultura corporal, podendo apreciá-las e entendê-las de forma não preconceituosa e, assim, capacitando-se a criticar os valores transmitidos como verdades finais.
Quais são as alternativas para o ensino da Educação Física? O que e como ensinar aos alunos da Educação Infantil até as séries finais do Ensino Fundamental? Estes são questionamentos essenciais para a transformação da relação dos alunos e, por que não, do próprio professor com o conhecimento da Educação Física. Na busca de uma nova prática, é preciso considerar como princípio que:
A Educação Física é um componente importante na construção da cidadania, na medida em que seu objeto de estudo é a produção cultural da sociedade, da qual os cidadãos têm o direito de se apropriar. Neste sentido, entende-se a Educação Física como uma área de conhecimento da cultura corporal de movimento e a Educação Física escolar como uma área/disciplina que introduz e integra o aluno nesta área da cultura, formando o cidadão que vai produzi-la, reproduzi-la e transformá-la, instrumentalizando-o para usufruir dos jogos, dos esportes, das danças, das lutas e das ginásticas em benefício do exercício crítico da cidadania e da melhoria da qualidade de vida.
A inclusão do aluno é o eixo fundamental que norteia a concepção e a ação pedagógica da Educação Física escolar, considerando todos os aspectos ou elementos, seja na sistematização de conteúdos e objetivos, seja no processo de ensino e aprendizagem, para evitar a exclusão ou alienação na relação com a cultura corporal de movimento.
A Educação Física escolar deve considerar a diversidade como um princípio que se aplica à construção dos processos de ensino e aprendizagem e orienta a escolha de objetivos e conteúdos, visando a ampliar as relações entre os conhecimentos da cultura corporal de movimento e os sujeitos da aprendizagem. Busca-se legitimar as diversas possibilidades de aprendizagem que se estabelecem com a consideração das dimensões afetivas, cognitivas, motoras e socioculturais dos alunos.
A perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem busca o desenvolvimento da autonomia, a cooperação, a participação social e a afirmação de valores e princípios democráticos.
Os conhecimentos construídos devem possibilitar a análise crítica dos valores sociais, como os padrões de beleza e saúde, desempenho, competição exacerbada, que se tornaram dominantes na sociedade, e o seu papel como instrumento de exclusão e discriminação social.
Ao apresentar a série "Educação Física na escola", pretendemos gerar um amplo debate sobre estes princípios. É nossa intenção, também, debater sobre a prática, ou seja, sobre os recursos didáticos comumente utilizados e sua integração a situações que favoreçam a análise e a reflexão por parte dos alunos, abrindo espaço para os professores compartilharem uns com os outros suas experiências de trabalho, dúvidas e reflexões. Ao longo dos cinco programas, estaremos promovendo um exercício enriquecedor para os professores que almejam transformar o ensino da Educação Física e ter uma maior compreensão do que é o conhecimento da cultura corporal, como ele se constrói e é construído pelos alunos.
Objetivos
Debater alternativas para o ensino da Educação Física que efetivamente promovam a inclusão do aluno na construção de um conhecimento que o permita compreender e transformar a realidade.
Debater questões específicas do ensino da área, tais como adaptações de regras e espaços, a motivação durante a aprendizagem, meninos e meninas aprendendo juntos, a diversidade de conteúdos, incluindo, além dos jogos e esportes, a ginástica, as danças e as lutas, etc.
Discutir a aprendizagem dos conteúdos analisados na perspectiva das categorias conceitual, procedimental e atitudinal.

Refletir sobre a Educação Física enquanto uma forma de perceber e compreender o mundo, que tem uma linguagem e uma estética próprias, e possibilitar a análise crítica dos valores sociais, como os padrões de beleza e saúde, desempenho, competição exacerbada, que se tornaram dominantes na sociedade, e do seu papel como instrumento de exclusão e discriminação social.
Possibilitar a interação entre professores e especialistas no ensino da Educação Física, para enriquecimento profissional de ambos. Possibilitar uma reflexão sobre a relação da Educação Física com as demais áreas do currículo e com os Temas Transversais.
Explicitar que a perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem busca o desenvolvimento da autonomia, a cooperação, a participação social e a afirmação de valores e princípios democráticos.