TRABALHO PARA AS TURMAS 9º ANO I e II
OBESIDADE
Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē =
gordura e ose processo mórbido) é uma doença crônica
multifatorial, na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que
passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade. É resultado do balanço energético positivo, ou seja, a ingestão
alimentar é superior ao gasto energético.
Segundo o IBGE, em pesquisa feita em 2008 e 2009, no Brasil a obesidade atinge 12,4% dos homens
e 16,9% das mulheres com mais de 20 anos, 4,0% dos homens e 5,9% das mulheres
entre 10 e 19 anos e 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas entre 5 a 9 anos. A obesidade aumentou entre 1989 e 1997
de 11% para 15% e se manteve razoavelmente estável desde então sendo maior no
sudeste do país e menor no nordeste.
Em 2012 um estudo diz que 49%dos
brasileiros estão obesos.
Medição da gordura
corporal
Uma
maneira alternativa de determinar obesidade é medindo a porcentagem de gordura corpórea. Médicos e cientistas, em geral, concordam que homens
com mais de 25% de gordura e mulheres com mais de 30% de gordura são obesos.
Porém, é difícil medir a gordura corporal com precisão. O método mais aceito é
a pesagem do indivíduo debaixo de água, mas só é possível em laboratórios
especializados que dispõem do equipamento. Os dois métodos mais simples são o teste
da dobra, no qual a pele do abdómen é
pinçada e medida para determinar a grossura da camada de gordura subcutânea; e
o teste de impedância bioelétrica,
que só pode ser realizado em clínicas especializadas e não deve ser feito com
frequência. Outras formas de medir a gordura corporal incluem a tomografia
computadorizada e a ressonância
magnética.
[editar]Fatores de risco e co-morbidades
A
presença de fatores de risco e outras doenças também é utilizada no diagnóstico
da obesidade. Arteriosclerose coronariana, diabetes mellitus tipo 2 e apneia do sono representam ameaças à vida do paciente que indicariam
a urgência de tratamento clínico da obesidade.
Enquanto
a obesidade tem diversas implicações para a saúde, o sobrepeso não está
associado a um aumento na taxa de mortalidade ou morbilidade (morbidez).
Causas e mecanismos
[editar]Estilo de vida
Pesquisadores
já concluíram que o aumento da incidência de obesidade em sociedades ocidentais
nos últimos 25 anos do século XX teve como principais causas o consumo
excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo. Embora informações sobre o conteúdo nutricional dos alimentos esteja
bastante disponível nas embalagens dos alimentos, na Internet, em consultórios
médicos e em escolas, é evidente que o consumo excessivo de alimentos continua
sendo um problema. Devido a diversos fatores sociológicos, o consumo médio de
calorias quase quadruplicou entre 1977 e 1995. Porém, a dieta, por si só, não
explica o significativo aumento nas taxas de obesidade em boa parte do mundo
industrializado nos anos recentes. Um estilo de vida cada vez mais sedentário
teve um papel importante. Outros fatores que podem ter contribuído para esse
aumento -- ainda que sua ligação direta com a obesidade não seja tão bem
estabelecida -- o estresse da vida moderna e sono insuficiente.
Genética
Como
tantas condições médicas, o desequilíbrio metabólico que resulta em obesidade é
fruto da combinação tanto de fatores ambientais quanto genéticos.
Polimorfismos em diversosgenes que
controlam apetite e metabolismo predispõem à obesidade, mas a condição requer a
disponibilidade de calorias em quantidade suficiente, e talvez outros fatores,
para se desenvolver plenamente. Diversas condições genéticas que têm a obesidade
como sintoma já foram identificadas (tais como Síndrome
de Prader-Willi, Síndrome
de Bardet-Biedl,síndrome
de MOMO e mutações dos
receptores de leptina e melanocortina),
mas mutações genéticas só foram identificadas em cerca de 5% das pessoas
obesas. Embora se acredite que grande parte dos genes causadores estejam por
ser identificados, é provável que boa parte da obesidade resulte da interação
entre diversos genes e que fatores não-genéticos também sejam importantes.
Doenças
Determinadas
doenças físicas e mentais e algumas substâncias farmacêuticas podem predispor à
obesidade. Além da cura dessas situações poder diminuir a obesidade, a presença
de sobrepeso pode agravar a gestão de outras. Males físicos que aumentam o
risco de desenvolvimento de obesidade incluem diversas síndromes congênitas
(acima mencionadas),hipotiroidismo Síndrome
de Cushing e deficiência do hormônio do crescimento. Certas enfermidades psicológicas também podem
aumentar o risco de desenvolvimento de obesidade,diabetes disfunções
alimentares como bulimia nervosa.
Segundo
o estudo publicado na revista Science, bactérias que favorecem a digestão também
poderiam fazer o corpo acumular quilos a mais, caso não estejam devidamente
equilibradas. Em excesso, essas bactérias alteram o metabolismo e o apetite [7].
Tratamento
O
principal tratamento para a obesidade é a redução da gordura corporal por meio
de adequação da dieta e
aumento do exercício
físico. Programas de dieta e
exercício produzem perda media de aproximadamente 8% da massa total (excluindo
os que não concluem os programas). Nem todos ficam satisfeitos com esses
resultados, mas até a perda de 5% da massa pode contribuir significativamente
para a saúde.
Mais difícil do que perder peso, é manter o peso reduzido. Entre 85% e
95 %, daqueles que perdem 10% ou mais de sua massa corporal, recuperam
todo o peso perdido em dois a cinco anos. O corpo tem sistemas que mantêm sua homeostase em
certos pontos fixos, incluindo peso. Existem seis recomendações para o
tratamento clínico da obesidade:
1.
Pessoas
com IMC acima de 30 devem ser iniciadas num programa de dieta de redução
calórica, exercício e outras intervenções comportamentais e estabelecer
objetivos realístas de perda de peso.
2.
Se
os objetivos não forem alcançados, terapia farmacêutica pode ser oferecida. O
paciente deve ser informado da possibilidade de efeitos
colaterais e da
inexistência de dados sobre a segurança e eficácia de tais medicamentos no
longo prazo.
4.
Pacientes
com IMC acima de 40 que não alcançam seus objetivos de perda de peso (com ou
sem medicamentos) e que desenvolvem outras condições derivadas da obesidade,
podem receber indicação para realizarem cirurgia
bariátrica.
O paciente deve ser informado dos riscos e potenciais complicações.
5.
Nesses
casos, a cirurgia deve ser realizada em centros que realizam grande número
desses procedimentos já que as evidências indicam que pacientes de cirurgiões
que os realizam com frequência tendem a ter menos complicações no pós-cirúrgico.
6.
Medicina tradicional chinesa , a qual
recorrendo a técnicas naturais milenares procura reequilibrar os elementos
físicos. A Medicina Chinesa procura combater a obesidade em conjunto com a
adoção de uma dieta equilibrada e saudável.
De uma forma generalizada, a
obesidade surge no organismo de alguém quando a quantidade de gorduras
ingeridas é muito superiores às gorduras queimadas. O fato disso acontecer tem
inúmeras causas, algumas delas nem sequer estão ligadas à alimentação, por isso
as causas da obesidade são várias,
incluindo fatores genéticos, ambientais, psicológicos e até sociais.
A obesidade não é hereditária, isto é, não é por possuir um familiar
próximo com obesidade que terá obrigatoriamente esse problema de saúde. No
entanto, com a convivência regular com essa pessoa, terá grandes probabilidades
de adotar o mesmo tipo de hábitos que ela, incluindo até na alimentação, que
muitas vezes é afetada pelo ambiente envolvente ou até por opiniões de outras
pessoas. Adotando o mesmo estilo de vida de alguém que sofre de obesidade, é
muito provável que mais ano menos ano esteja na mesma situação ou até pior.
Existem alguns estudos que referem a genética como uma causa da obesidade, mas
nenhum desses estudos foi comprovado cientificamente, mesmo tendo alguns
exemplos concretos, por isso não pode ser considerado uma das causas da
obesidade.
O ambiente social em que está inserido é também um dos fatores para o
surgimento da obesidade no seu organismo, isto é, deve evitar mudanças
drásticas de hábitos alimentares, deve aprender a escolher as refeições de
acordo com as suas, e do seu organismo, necessidades e ainda a reconhecer
quando está a ser influenciado pelo ambiente para fazer uma má alimentação (com
os odores convidativos, por exemplo), deve ainda combinar todos estes cuidados
com uma atividade física regular, e para controlar tudo isto é essencial que
faça o registo da sua atividade, alimentar e física.
Muitas vezes a comida é vista como uma fuga a certas emoções sentidas no
momento, isto é, a maioria das pessoas que possuem peso a mais, geralmente têm
alguns problemas psicológicos que lhes faz ingerir uma grande quantidade de
comida quando se sentem confusos, tristes ou até nervosos. Geralmente esta
situação é encarada com naturalidade, mas quando a pessoa não consegue
controlar os seus atos, e a ingestão de comida se torna uma ato mecânico, então
é sinal que a obesidade estará bastante próxima.
Existem ainda outras causas que podem levar à obesidade, ou simplesmente
ao excesso de pesa, como por exemplo: o hipertiroidismo, o síndrome de Cushing,
a depressão ou esgotamento ou certos problemas neurológicos que levam a pessoa
a mudar de vida completamente. Há ainda alguns medicamentos que têm como
efeitos secundários ganhar algum peso, mesmo sem mudar o seu tipo de
alimentação ou a quantidade. Nestes casos, é importante que o seu médico de família
tenha conhecimento da situação o quanto antes para modificar o medicamento para
evitar o excesso de peso.
São muitas as causas da obesidade, embora as mais comuns tenham sido
faladas aqui, no entanto é importante referir que nem todos os seres humanos
reagem da mesma forma às mesmas situações, por isso nem todos os fatores servem
para todo o tipo de pessoas. No caso de ganhar algum peso que não seria normal
e com uma enorme dificuldade no emagrecimento, deve contactar o seu médico de
família o quanto antes para que o seu diagnóstico seja feito e seja recomendado
o melhor tratamento o mais depressa possível.
Segundo os últimos dados da OMS
(Organização Mundial de Saúde), são cada vez mais os jovens que sofrem do
problema de excesso de peso. A obesidade é um problema que afeta qualquer tipo
de pessoa e em qualquer idade, no entanto devido ao tipo de vida que hoje em
dia os jovens levam, é cada vez mais comum ver (principalmente nos Estados
Unidos e nos países Europeus), jovens a sofrer de obesidade na adolescência.
Este problema além de afetar todo o sistema de saúde do adolescente, vai
ainda danificar um dos pontos mais fortes e mais importantes para a criação de
um ser adulto com força para aguentar a vida: a autoestima. Um jovem que sofre
deste tipo de problema vai ter uma autoestima realmente baixa, com grandes
dificuldades em fazer amizades ou manter a socialização a um nível que seja
saudável, fazendo assim com que a vida adulta seja muito mais complicada de
gerir, com a solidão e a falta de contactos a trazer-lhe inúmeros problemas.
A vida dos jovens é caracterizada por excessos, em todos os sentidos,
inclusive na comida. Os jovens passam largas horas fora de casa, muitas vezes
com várias refeições feitas na rua, por isso o recurso a comidas “de plástico”,
a doces, bolachas e refrigerantes, terá como principal função a acumulação de
gordura em excesso em algumas zonas do organismo. Essa gordura poderia ser
eliminada através da prática de exercício físico rotineiro, no entanto a
presença dos computadores e das consolas de jogos faz com que a sedentariedade
dos jovens seja uma realidade comum.
A obesidade na adolescência pode trazer várias consequências para o
jovem que podem até afetar o resto da sua vida, incluindo: as alterações da
postura e até ortopédicas, com problemas de ossos (devido ao excesso de peso
para o esqueleto formado); a criação de hipertensão arterial, o que nos jovens
pode tornar-se mesmo muito complicado de controlar e detetar a tempo; um enorme
desconforto respiratório, que vai afetar até a subir as escadas do prédio ou
mesmo a deslocar-se para a escola; problemas dermatológicos, devido ao peso em
excesso a sua pele acabará por tomar outras formas que dificilmente voltará ao
normal sem ajuda de cirurgia estética; vários problemas de saúde, nomeadamente
o colesterol e triglicerídeos elevados, principalmente devido à má alimentação
tida durante imensos anos; os inúmeros problemas psicossociais, fruto de uma
fraca autoestima durante toda a adolescência, momento em que geralmente se
fazem as amizades para a vida; e ainda uma grande dificuldade em afastar a
persistência da obesidade na idade adulta, pois os hábitos foram adotados e
serão bastante complicados de esquecer completamente.
Infelizmente a obesidade na adolescência é uma realidade dos dias de
hoje, nomeadamente em Portugal, mas felizmente existem vários tratamentos que
pode tentar para evitar um futuro complicado para a sua criança. O mais
importante de tudo é que esta sinta que tem todo o apoio psicológico da família
e amigos para ultrapassar um problema tão complicado como este.
A obesidade é um dos problemas que tem vindo a crescer a nível de número
de doentes, principalmente nas sociedades industrializadas onde o estilo de
vida levada é propício ao surgimento desta doença, uma má alimentação e o
sedentarismo. Com todo este crescimento, há já quem considere que a obesidade é
a epidemia do séc. XXI ou mesmo um grave problema de saúde pública, mesmo sendo
um problema que (na maioria dos casos) depende do tipo de vida que a pessoa
leva.
Atualmente o nosso País detém a maior
taxa de obesidade infantil de toda a
Europa, sendo que essa taxa traduz-se em cerca de 1 milhão de crianças que
sofrem de obesidade, e cerca 200 a 300 mil doentes com a tão falada obesidade mórbida. Infelizmente este
valor, ao longo dos últimos anos, tem vindo a cresce de uma forma exponencial,
principalmente devido ao sedentarismo que está intrínseco na vida dos
portugueses.
A obesidade mórbida ocorre quando a pessoa tem um IMC (Índice de Massa
Corporal) superior a 40. Este valor é calculado tendo em conta o peso e a
altura da pessoa (IMC = peso / (altura)2), sendo que os valores variam entre os
18,5 até aos 40. Como é lógico, valores abaixo dos 18,5 estão muito abaixo do
peso ideal para a sua altura, e valores acima de 25 já podem se consideradas
pessoas com excesso de peso, mas são as pessoas com IMC superior a 40 que estão
com um problema de saúde que pode mesmo trazer bastantes riscos futuros.
Nos dias de hoje, o tratamento mais procurado por quem sofre de
obesidade mórbida é a cirurgia, já que é um dos métodos mais eficazes no
tratamento da obesidade. Estes tratamentos têm como base principal reduzir o
“volume” do estômago, através de uma banda gástrica ou de um “sleeve”, fazendo
assim com que a pessoa necessite de ingerir muito menos comida para se sentir
saciada. Há ainda um outro tipo de tratamento, bastante mais extenso, que além
da redução no volume do estômago, incluem também a exclusão de segmentos do
intestino e da passagem da bílis e enzinas digestivas, como por exemplo o
Bypass Gástrico. Este tipo de tratamento não é o mais frequente, e é apenas
usado em casos extremos onde a cirurgia normal não teria qualquer efeito.
Devido ao enorme aumento de doentes com obesidade mórbida em Portugal,
são cada vez mais as clínicas e hospitais a garantir este tipo de procedimento
cirúrgico para quem necessitar. Porém, apenas seguem este tratamento aqueles
doentes que os médicos assim aconselharem, pois existem algumas condições
necessárias para se submeter ao tratamento. Se está numa situação destas e
pensa que a única solução é mesmo a cirurgia bariática, então antes de iniciar
qualquer tipo de tratamento deve se aconselhar com um médico especialista e ver
todas as hipóteses possíveis para o seu caso.
Em suma, obesidade mórbida acontece quando a pessoa tem um IMC acima dos
40, concluindo assim que tem peso a mais para a altura que tem. Há vários
tratamentos que deve tentar antes de iniciar o procedimento da cirurgia, e
sempre que possível deve evitar este tratamento, pois quem sofre de obesidade
mórbida já tem vários problemas de saúde associados que podem ser agravados com
a cirurgia.
MAR 6TH
Atualmente a obesidade é um dos
problemas de saúde que tem vindo a afetar cada vez mais pessoas pelo mundo
fora, alertando assim para o facto de pessoas de qualquer tipo de cultura
poderem sofrer desta doença, o que durante muito tempo não era tido em conta.
São várias as notícias diárias que surgem na comunicação social, são vários os
livros técnicos escritos por especialistas que tentam ajudar de todas as formas
possíveis e são ainda cada vez mais as preocupações das entidades responsáveis
pela saúde mundial. Quando o assunto se centra na obesidade infantil, então as atenções
são redobradas, até porque são eles o futuro do planeta, por isso é importante
que vivam de uma forma saudável e sem qualquer tipo de problema físico.
A obesidade é uma doença crónica, por isso para que possa ser tratada, o
primeiro passo a dar é reconhecer o problema (as características do mesmo e o
que levou à situação atual), inclusive todas as consequências que a doença trás
para a vida presente e para o futuro de quem a possui. Este problema de saúde é
bastante mais comum nos países ocidentais, onde o estilo de vida é um dos
principais fatores do seu surgimento, como por exemplo: Estados Unidos, Brasil,
França, Austrália e, como é óbvio, Portugal.
Este tipo de doença pode surgir pelos mais diversos motivos (físicos,
psicológicos e até sociais), em crianças que outrora nunca tiveram qualquer
tipo de problema semelhante, por isso muitas vezes esta doença é denominada de
doença silenciosa. São geralmente as mudanças de hábitos, em casos drásticos e
repentinos, ou mesmo um problema que afete o estado emocional da criança que de
uma forma indireta faz com que a doença surja.
Em termos gerais, esta doença é associada à má alimentação e a um estilo
de vida bastante sedentário, o que nos dias de hoje equivale a uma alimentação
à base de fast-food nos centros comerciais e às várias horas nas consolas ou
computadores. No entanto, a obesidade pode surgir por problemas genéticos,
mesmo que não seja um dos principais fatores. Isto é, se uma criança tem um
parente próximo com o mesmo tipo de doença, é bastante provável que venha a
sofrer do mesmo tipo de doença, não que seja hereditário, mas porque vai
assumir de uma forma inconsciente o tipo de vida que a outra pessoa leva como
um exemplo a seguir.
Em jeito de conclusão, a obesidade infantil é uma doença que afeta não
só a criança como toda a família próxima, que vivem o sofrimento da mesma com a
mesma intensidade dela. Por isso é bastante importante que a doença seja
encarada por toda a família, garantindo assim a responsabilidade de acompanhar
a criança em todo o processo de cura, pois vão existir inúmeras barreiras e
obstáculos que ela não vai conseguir ultrapassar sozinha. A doença pode surgir
no organismo por vários motivos, mas o mais importante de tudo é que esta seja
encarada com toda a seriedade possível assim que o tratamento é iniciado,
fazendo todos os sacrifícios necessários para que a vida volte ao normal e
tenha o seu organismo tal como ele era antes da doença surgir.
OCT 3RD
Deparar-me com a actual realidade das
nossas crianças choca-me. Que raio de pais são estes que levam os seus próprios
filhos á obesidade? Não têm noção do que estão a fazer? A obesidade infantilem Portugal está em
30%. 30% das nossas crianças têm excesso de peso sendo em cada 3 com excesso de
peso, uma é obesa. Sabem o que significa 30%? Que ao irmos a uma escola primária
em cada dez crianças, três tem excesso de peso e uma é obesa.
O que é isso de começarem o
pequeno-almoço com cereais açucarados, sabem que estão a prepara-las para a
diabetes? Ou pior! Aqueles que não têm tempo e nem isso dão às suas crianças e
colocam na lancheira um bolicau e leite com chocolate??? Depois queixam-se que
os filhos não param quietos e não conseguem concentrar-se e então os médicos
para defenderem os pais que não têm qualquer culpa inventam uma doença que no
século passado não existia, chamado défice de falta de atenção! Pois claro
depois de 10h de jejum nocturno, ficam sem pequeno-almoço, que acrescente mais
2 a 3h, fazendo 13h de jejum e dão uma bomba calórica, muito pouco ou nada
nutritiva que são esses snacks compostos apenas de açucares de rápida absorção
que entram na corrente sanguínea e depressa são armazenados como gordura ou
contrario do que acontece com os açucares de absorção mais lenta vindo dos
cereais integrais como pão integral, ou cereais pouco açucarados. Que é feito do
leite branco? Do pão simples com queijo? Custa assim tanto não dar a estas? É
mais saudável e mais barato!
Ainda me lembro quando na minha região se fez alterações nos menus nas creches
e escolas para refeições saudáveis, que de entre várias medidas incluía a
redução de quantidade de sal nas refeições (ficariam admirados pela quantidade
de crianças – e quando digo crianças falo de 8,9 e 10 anos, com hipertensão) e
aquanto dessa alteração das ementas ouvi uma mãe revoltada por estarem a mudar
as ementas, porque a menina não gostava da comida e ia fazer queixa porque já
não havia os fritos e as quantidades absurdas de sal a temperar a comida! Ou
seja, em vez dela aproveitar dessa situação para tornar a sua filha mais
saudável e colocar esses hábitos de fazer refeições saudáveis em toda a
família, não, fica revoltada porque estavam a fazer alguma coisa de boa pela
saúde da sua criança!!
Vou-vos dar uma lição? Sabem as consequências de terem as vossas
crianças “rechunchudas”, “cheinhas”, “grandes”?
Existe um risco aumentado das
crianças obesas virem a ser adultos obesos e de sofrer as várias morbilidades
que lhe estão associadas. Há um risco no mínimo duas vezes maior de obesidade
na idade adulta para as crianças obesas em relação às não obesas.
A curto e médio prazo as consequências podem ser:
·
alterações ortopédicas,
·
distúrbios respiratórios como a apneia do sono e asma;
·
diabetes tipo 2,
·
hipertensão arterial,
·
dislipidemias,
·
perturbações na puberdade ou menarca.
·
distúrbios psico-sociais (redução da auto-estima/auto-imagem,
isolamento, depressão e sedentarismo),
·
esteatose hepática, a esteahepatite não alcoólica, hiperandrogenismo e
ginecomastia.
A longo prazo:
·
mortalidade aumentada, (devido a todas as comorbilidades já referidas),
·
doenças coronárias,
·
obesidade em idade adulta.
Mães, Pais e Avós pensem sobre isto na próxima vez que derem um doce ou
salgado às vossas crianças!!
MAR 6TH
A reeducação alimentar é uma série
de procedimentos que a pessoa tem que adotar para que o seu emagrecimento não
seja em vão, isto é, para que mesmo depois de perder algum do excesso de peso,
fazendo uma vida normal, não volte a ganhar esse peso de uma forma repentina.
Na maioria das pessoas, é esta reeducação alimentar a fase mais complicada de
todo o processo de emagrecimento, não só porque está ligada a hábitos
adquiridos na infância, como a criação de novos hábitos de forma forçada é
muito mais complicada.
Este tipo de tratamento serve apenas para que possui o problema
desenvolvido, isto é, não pode ser encarado como uma prevenção, pois apenas é
necessário reeducar a sua alimentação se esta estiver mal elaborada. Depois de
reaprendidos todos os novos hábitos a ter, é normal que a pessoa tenha
consciência quais os tipos de alimentos, a nível qualitativo e quantitativo,
para ajudar a manter a sua saúde. Este tipo de reeducação alimentar, vai
permitir que a pessoa evite estar constantemente a testar novas dietas, que nem
sempre têm o sucesso pretendido, para evitar ganhar peso.
Ao contrário do que se possa pensar, na reeducação alimentar é possível
comer chocolates, bolachas ou até gomas, no entanto é imprescindível que a
quantidade de alimentos seja levada bastante à risca, traduzindo assim na
ingestão de todo o tipo de nutrientes e proteínas no organismo, mas apenas na
quantidade necessária para o bom funcionamento. Isto deve-se principalmente ao
fato do que engorda não ser os alimentos em si, mas sim a quantidade diária
ingerida por apenas uma pessoa.
Há algumas dicas que pode começar já hoje para começar a sua reeducação
alimentar, sem necessitar de ajuda de um nutricionista, apenas com alguns
ajustes na sua cozinha tradicional:
·
Evite usar todo o tipo de gorduras dos molhos industrializados e faça os
seus próprios molhos, usando pouquíssimo óleo e sempre que possível trocar o
óleo por azeite, é muito mais saudável.
·
Quando estiver a fazer cozinhar refugados, usar o mínimo de óleo
possível (pode até inclinar a panela para ajudar no processo) ou no caso de ser
possível, utilizar água para cozinhar os temperos de forma saudável.
·
Deve evitar comer alimentos fritos, e abusar nas comidas grelhadas e
cozinhadas. Inclusive a carne e o peixe, devem sempre que possível ser
grelhados, já que além de ficarem muito mais saborosos, ficam muito mais
saudáveis.
·
Quando cozinhar carne, deve privilegiar as carnes vermelhas, e sempre
que escolher aves, deve retirar toda a sua pele, pois além de conter imensa
gordura, é bastante prejudicial para o seu organismo pela sua restante
composição.
·
Para cozinhar peixe, deve privilegiar os peixes de água salgados, são
muito menos gordurosos do que os de água doce, e devem ser sempre cozidos a
vapor ou até grelhados.
A reeducação alimentar vai permitir que faça a sua vida de uma forma
muito mais normal, sem estar constantemente a depender do valor presente na
balança, pois vai fazer a sua alimentação exatamente igual, mas com muito mais
cuidado na escolha e na quantidade de alimentos que ingere em cada refeição do
dia.