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segunda-feira, 20 de julho de 2009

"BLITZ II"







A ASPROLF REALIZARÁ A BLITZ II NAS ESCOLAS.
AGUARDE!
Faremos visitas às escolas que foram denunciadas durante a "Blitz I" para constatar se houve de fato alguma obra de restauração.

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR






De 30/07 a 03/08, a TV Escola estará reapresentando, no programa Salto para o Futuro, a série "Educação Física na escola".
Os jogos, os esportes, as danças, as lutas e as diversas formas de ginástica estão presentes na nossa cultura, influenciando o comportamento, transmitindo valores, fazendo parte do dia-a-dia das pessoas, seja como prática nos momentos de lazer, seja como possibilidade para a atuação profissional ou de apreciação na mídia. Na escola, o ensino da Educação Física pode e deve incluir a vivência dessas modalidades como conteúdos, ampliando as possibilidades de os alunos compreenderem, participarem e transformarem a realidade.
No entanto, os professores polivalentes, com formação em Magistério, ou em Pedagogia, e os especialistas, graduados em Educação Física, avaliam, muitas vezes, o ensino da área como inadequado, refletindo uma prática que se apóia em um processo seletivo de alunos aptos para o padrão competitivo. Excluem-se, nesse processo seletivo, muitos dos que não conseguem o desempenho esperado em um tempo predeterminado para o desenvolvimento de tais capacidades. É preciso reconhecer que a ação educativa, quando centraliza o processo de ensino e aprendizagem em seqüências pedagógicas que têm como referência um aluno ideal e não o aluno real, pode redundar em fracasso. A partir dessa constatação, propomos que nesta série sejam discutidos não só os diferentes jeitos de fazer e aprender, mas também os diferentes tempos necessários para aprendizagem, baseados em situações reais do cotidiano escolar.
Neste debate, não direcionaremos as questões apenas para o professor especialista, mas também para o professor polivalente, que em muitos lugares assume o desenvolvimento dessa área/disciplina nas séries iniciais. Não cabe, neste momento, argumentar se deve, ou não, a Educação Física de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental ser desenvolvida por um professor especialista, pois independentemente das conquistas que possam ser obtidas pelos profissionais da área, temos, de fato, que constatar uma realidade: em muitos lugares não existe o especialista e uma proposta de trabalho precisa ser desenvolvida. Essa proposta deve tornar-se parte do projeto educativo, valorizando o potencial formativo que a Educação Física tem para a educação global dos alunos.
Neste momento, questiona-se a concepção de que a simples reprodução daquilo que foi ensinado seja uma evidência da aprendizagem dos alunos sobre os conteúdos da Educação Física. O que se pretende é que o aluno saiba fazer, entenda o que faz, como aprendeu, como pode continuar aprendendo sobre aquilo que o interessa, e que amplie seu olhar sobre as práticas da cultura corporal, podendo apreciá-las e entendê-las de forma não preconceituosa e, assim, capacitando-se a criticar os valores transmitidos como verdades finais.
Quais são as alternativas para o ensino da Educação Física? O que e como ensinar aos alunos da Educação Infantil até as séries finais do Ensino Fundamental? Estes são questionamentos essenciais para a transformação da relação dos alunos e, por que não, do próprio professor com o conhecimento da Educação Física. Na busca de uma nova prática, é preciso considerar como princípio que:
A Educação Física é um componente importante na construção da cidadania, na medida em que seu objeto de estudo é a produção cultural da sociedade, da qual os cidadãos têm o direito de se apropriar. Neste sentido, entende-se a Educação Física como uma área de conhecimento da cultura corporal de movimento e a Educação Física escolar como uma área/disciplina que introduz e integra o aluno nesta área da cultura, formando o cidadão que vai produzi-la, reproduzi-la e transformá-la, instrumentalizando-o para usufruir dos jogos, dos esportes, das danças, das lutas e das ginásticas em benefício do exercício crítico da cidadania e da melhoria da qualidade de vida.
A inclusão do aluno é o eixo fundamental que norteia a concepção e a ação pedagógica da Educação Física escolar, considerando todos os aspectos ou elementos, seja na sistematização de conteúdos e objetivos, seja no processo de ensino e aprendizagem, para evitar a exclusão ou alienação na relação com a cultura corporal de movimento.
A Educação Física escolar deve considerar a diversidade como um princípio que se aplica à construção dos processos de ensino e aprendizagem e orienta a escolha de objetivos e conteúdos, visando a ampliar as relações entre os conhecimentos da cultura corporal de movimento e os sujeitos da aprendizagem. Busca-se legitimar as diversas possibilidades de aprendizagem que se estabelecem com a consideração das dimensões afetivas, cognitivas, motoras e socioculturais dos alunos.
A perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem busca o desenvolvimento da autonomia, a cooperação, a participação social e a afirmação de valores e princípios democráticos.
Os conhecimentos construídos devem possibilitar a análise crítica dos valores sociais, como os padrões de beleza e saúde, desempenho, competição exacerbada, que se tornaram dominantes na sociedade, e o seu papel como instrumento de exclusão e discriminação social.
Ao apresentar a série "Educação Física na escola", pretendemos gerar um amplo debate sobre estes princípios. É nossa intenção, também, debater sobre a prática, ou seja, sobre os recursos didáticos comumente utilizados e sua integração a situações que favoreçam a análise e a reflexão por parte dos alunos, abrindo espaço para os professores compartilharem uns com os outros suas experiências de trabalho, dúvidas e reflexões. Ao longo dos cinco programas, estaremos promovendo um exercício enriquecedor para os professores que almejam transformar o ensino da Educação Física e ter uma maior compreensão do que é o conhecimento da cultura corporal, como ele se constrói e é construído pelos alunos.
Objetivos
Debater alternativas para o ensino da Educação Física que efetivamente promovam a inclusão do aluno na construção de um conhecimento que o permita compreender e transformar a realidade.
Debater questões específicas do ensino da área, tais como adaptações de regras e espaços, a motivação durante a aprendizagem, meninos e meninas aprendendo juntos, a diversidade de conteúdos, incluindo, além dos jogos e esportes, a ginástica, as danças e as lutas, etc.
Discutir a aprendizagem dos conteúdos analisados na perspectiva das categorias conceitual, procedimental e atitudinal.

Refletir sobre a Educação Física enquanto uma forma de perceber e compreender o mundo, que tem uma linguagem e uma estética próprias, e possibilitar a análise crítica dos valores sociais, como os padrões de beleza e saúde, desempenho, competição exacerbada, que se tornaram dominantes na sociedade, e do seu papel como instrumento de exclusão e discriminação social.
Possibilitar a interação entre professores e especialistas no ensino da Educação Física, para enriquecimento profissional de ambos. Possibilitar uma reflexão sobre a relação da Educação Física com as demais áreas do currículo e com os Temas Transversais.
Explicitar que a perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem busca o desenvolvimento da autonomia, a cooperação, a participação social e a afirmação de valores e princípios democráticos.