Nações Africanas:
1. África do Sul (Pretória / rande)
2. Angola (Luanda / kwanza)
3. Argélia (Argel / dinar argeliano)
4. Benin (Porto Novo / franco CFA)
5. Botsuana (Gaborone / pula)
6. Burquina Fasso (Uagadugu / franco CFA)
7. Burundi (Bujumbura / franco burundinês)
8. Camarões (Iaundê / franco CFA)
9. Chade (Ndjamena / franco CFA)
10. Congo, ex-Zaire (Kinshasa / franco congolês)
11. Congo (Brazzaville / franco CFA)
12. Costa do Marfim (Abidjan / franco CFA)
13. Djibuti (Djibouti / franco djibutiano)
14. Egito (Cairo / libra egípcia)
15. Eritreia (Asmará / nakfa)
16. Etiópia (Addis Abeba / birr etíope)
17. Gabão (Libreville / franco CFA)
18. Gâmbia (Banjul / dalasi)
19. Gana (Acra / cedi)
20. Guiné (Conakry / franco guineano)
21. Guiné-Bissau (Bissau / franco CFA)
22. Guiné Equatorial (Malabo / franco CFA)
23. Lesoto (Maseru / maloti)
24. Libéria (Monróvia / dólar liberiano)
25. Líbia (Trípoli / dinar líbio)
26. Malauí (Lilongwe / kwacha)
27. Mali (Bamaco / franco CFA)
28. Marrocos (Rabá / dirrã marroquino)
29. Mauritânia (Nouakchott / ouguiya)
30. Moçambique (Maputo / metical)
31. Namíbia (Windhoek / dólar namibiano)
32. Níger (Niamei / franco CFA)
33. Nigéria (Abuja / naira)
34. Quênia (Nairóbi / xelim queniano)
35. República Centro-Africana (Bangui / franco CFA)
36. Ruanda (Kigali / franco ruandês)
37. Saara Ocidental (El Aaiun / dirrã marroquino)
38. Senegal (Dacar / franco CFA)
39. Serra Leoa (Freetown / leone)
40. Somália (Mogadíscio / xelim somali)
41. Suazilândia (Mbabane / lilangeni)
42. Sudão (Cartum / dinar sudanês)
43. Sudão do Sul (Juba / dinar sudanês)
44. Tanzânia (Dodoma / xelim tanzaniano)
45. Togo (Lomé / franco CFA)
46. Tunísia (Túnis / dinar tunisiano)
47. Uganda (Kampala / xelim ugandense)
48. Zâmbia (Lusaka / kwacha)
49. Zimbábue (Harare / dólar zimbábuano)
Países Insulares:
50. Ilha de Madagascar (Antananarivo / franco malgaxe)
51. Ilhas de Cabo Verde (Cidade de Praia / escudo)
52. Ilhas Maurício (Port Louis / rupia mauriciana)
53. Ilhas São Tomé e Príncipe (São Tomé / dobra)
54. Ilhas Seychelles (Victoria / rupia seichelense)
PAÍSES AFRICANOS QUE OS POVOS VIERAM ESCRAVIZADOS:
Dos estudos já realizados, reconhece-se desde o séc. XVI a presença no Brasil de africanos de origens de Nações “Bantu”, a esse grupo pertenciam os negros chamados e de Nações: do Kongo; Angola; Moçambique; Makuas; Kabinda; Benquela; Monjolo, Musikongos, Rebolos, Munjolos etc... Mais tarde, a vinda dos povos de Nações Sudaneses com o seu linguajar de origem Yorùbá, a “língua geral” dos escravos, em muitos Estados do Brasil, tendo dominado as línguas faladas pelos escravos de outras Nações existentes em nosso País. Para melhor definição do idioma Yorùbá: pertence ao grupo “Kwa” de Línguas Sudanesas e ao grupo Nígerokameruniano, compreende vários sub-grupos e dialetos, e entre os quais o “Egbá” que inclui a Nação de Keto (Kétu) - e a Nação de Ijexá (Ìjèsà) – e a Nação de Òyó, sendo a mesma, a Região e Cidade da Nigéria, África Ocidental, antiga Capital Política do reino de idiomas Yorùbá e a de maior importância cultural e religiosa entre os povos sudaneses; desta Nação, região e cidade vindo negros escravos com ritos próprios, subsiste até hoje no Estado do Rio Grande do Sul, assim como, povos de Nação Ewe ( evoes) também chamados de “anago” – nome dado pelos “daomeanos” aos povos que falavam o Yorùbá, tanto na Nigéria como no Daomei, Togo e arredores e que os franceses chamavam apenas de “Nagô”. Portanto, Nagô não é uma Nação Africana e sim todo os povos Sudaneses que falam o idioma Yorùbá. Com os povos africanos, vieram também os cultos religiosos de cada região de sua origem, e, que devido aos empórios de escravos e a mistura destes, e também de rituais, originaram as chamadas religiões, hoje, chamadas por muitos de afro-brasileiras, eu prefiro, chamar de africanistas. REFERÊNCIAS TERRITORIAIS DE ORIGEM DO TRÁFICO DE POVOS AFRICANOS ESCRAVIZADOS PARA O BRASIL:OS PRINCIPAIS PAÍSES FORAM: ANGOLA, CONGO, MOÇAMBIQUE, COSTA DO MARFIM, GANA, BENIM, NIGÉRIA, MADAGASCAR, GUNÉ EQUATORIAL, GUINÉ-BISSAL, UGANDA, SERRA-LEOA, SENEGAL, MALI, CABO VERDE, SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, CAMARÕES, BENGUELA, BURKINA, NIGER, ENTRE OUTROS.NO SÉCULO XVI, A PRINCIPAL REFERÊNCIA TERRITORIAL É DADA PELAS REGIÕES CARACTERIZADAS COMO ALTA E BAIXA GUINÊ.OS ESCRAVOS TRAZIDOS DESSAS REGIÕES FORAM ENCAMINHADOS, PRINCIPALMENTE, PARA AS ÁREAS AÇUCAREIRAS DE PERNAMBUCO E DA BAHIA, COMO TAMBÉM PARA O MARANHÃO E O GRÃO-OARÁ.NOS SÉCULOS XVII e XVIII, AS ROTAS DO TRÁFICO NEGREIRO SE CONSTRUÍRAM: AS COSTAS DA MINA E DE ANGOLA OCORRENDO EM GRANDE VOLUME DE POVOS AFRICANOS PARA O TERRITÓRIO BRASILEIRO.NESTE PERÍODO OS POVOS AFRICANOS FORAM TRANSPORTADOS PARA O ESTADO DA BAHIA, PERNAMBUCO, ALAGOAS, MARANHÃO, RIO GRANDE DO NORTE, GRÃO PARÁ, MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO e REGIÃO DO CENTRO-SUL.VIERAM CONSTRUIR A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO SERES HUMANOS DOS DIVERSOS TIPOS DE ETINIAS :IORUBÁS, GEGÊS, MINAS, CONGOS, ANGOLAS, ANJICOS, LUNDAS, QUETOS, HAUÇAS, FULAS IJEXÁS, JALOFOS, MANDINGAS, NAGÔS, FONS, ARDAS, CALUNGAS, DENTRE MUITAS OUTRAS QUE POSSIBILITARAM O QUE PODEMOS DENOMINAR DE AFRO-DESCENTENTES, OU SEJA, BRASILEIROS DE MATRIZ AFRICANA.
DESERTOS DA ÁFRICA
Os dois maiores desertos da África são: O Saara o maior do mundo fica na parte norte da África, enquanto deserto do kalahari fica na porção sul do continente africano. O deserto do Saara possui 9 000 000 Km² maior que o território do Brasil. Uma imensidão de areia. Nesta área se encontra vários países. Ja o deserto do Kalahari, possui uma área de 600 000 Km².
A origem dos desertos é natural em região de clima seco, quase sempre quando existem uma barreira de montanhas próximas ao litoral, impedindo a passagem dos ventos úmidos que levam a chuva para aquela área.
Neste caso dos desertos africanos a explicação tem mais um elemento causador. O deserto do Saara fica na linha do trópico de Capricórnio e nesta região por ser uma zona de permanente alta pressão atmosférica que é dispersora de ventos.
Os desertos africanos vem crescendo a cada ano devido à forma de ocupação humana principalmente no sul do Saara devido ao desmatamento para atividades agrárias de manejo rudimentar ou monocultura com o objetivo de exportação.O único meio de conter a desetificação, seria o replantio de árvores nas bordas subsaarianas, mas isto se torna difícil devido ao retorno em forma de lucros ser a longo prazo.A expansão do Saara para o sul, o uso das melhores terras para o plantio para exportação tem agravado o problema da forme nesta região com muita seca, fome, morte e subnutrição. O deserto cresce a cada ano.
CULTURA AFRO BRASILEIRA TRAZIDA PELOS POVOS ESCRAVIZADOS:
Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança, música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul a cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos.
Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro-brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.
A influência da cultura africana é também evidente na culinária regional, especialmente na Bahia, onde foi introduzido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se extrai o azeite-de-dendê. Este azeite é utilizado em vários pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o acarajé.
Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são à base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais. Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colonial.