ESCOLA SOLANGE COELHO
PROF. EDSON PAIVA - EDUCAÇÃO
FÍSICA
Objetivo: Conhecer para entender a historicidade e ancestralidade do município de Lauro de Freitas, sua construção étnica e cultural como exercício da cidadania e pertencimento Ipitanguense.
LAURO
DE FREITAS
Etimologia e Historiografia
A freguesia Santo Amaro de Ipitanga tinha esse nome, pois
cresceu a partir da igreja matriz de Santo Amaro de
Ipitanga. Assim ficou até sua emancipação de Salvador, em 1962, quando
o vereador Paulo Moreira de Souza propôs substituir
Santo Amaro de Ipitanga por Lauro de Freitas, homenageando o político baiano Lauro Farani Pedreira de Freitas candidato a governador da Bahia falecido na campanha de 1950 juntamente
com Gercino Coelho (pai
do ex-governador Nilo Moraes Coelho), em um acidente aéreo em Bom Jesus da Lapa.
Essa
homenagem póstuma foi uma grande motivação, assim como ocorreu em Simões Filho, para que o distrito soteropolitano se transformasse em um município. E agora, há um movimento polêmico na cidade para
devolver o nome do padroeiro, por causa disso a prefeitura pretende conscientizar os
cidadãos da história da cidade para depois
realizar um plebiscito para escolher o nome da
cidade.
Lauro de
Freitas, era chamada pelos povos indígenas de Ipitanga (Águas Vermelhas).
A região era habitada por indígenas Tupinambás quando os portugueses chegaram aqui. Antes dos
Tupinambás, habitaram os povos indígenas Tapuias, em seguida os povos Tupis.
Bem depois vieram os Tupinambás. A história do município se inicia no século XVI, em maio de 1552, quando Garcia D'Ávila, homem de arma de sua Alteza, natural de São
Pedro de Retes (Portugal), recebeu de seu primo, Tomé de Sousa, grande lotes de terra no litoral baiano que
engloba hoje desde o bairro de Amaralina até as terras do Estado do Piauí.
Nessas terras foi desenvolvido um modelo quase feudal. Garcia D’Ávila avançou
nas pastagens de gado, plantio de cana-de-açúcar, tornando-se o introdutor da
pecuária extensiva no nordeste do Brasil. Em Tatuapara, hoje, pertencente ao
município de Camaçari construiu a Casa da Torre. Em
Vila de Abrantes, pertencente a jurisdição da Freguesia de Santo Amaro de
Ipitanga, antes chamada de Aldeia do Espírito Santo, fundada em 1558, foi
instalada uma missão jesuíta com extensão até a localidade
chamada Ipitanga, criando
aí um aldeamento catequético que deu origem a Freguesia de Santo Amaro
de Ipitanga em 1578, quando foi construída
uma pequena igrejinha que contou com o apoio da família D'Ávila, proprietária
da Casa da Torre. Muito embora, existem
divergências nas datas de criação da Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga, para
alguns historiadores a data oficial da sua criação é de 1578, ocasião em que
Dom Antônio Barreiro era Bispo do Brasil, para outros é 1608, qdo ocorreu a
instalação da missão de santo Amaro de Ipitanga, como está registrado no livro
do Padre Serafim Leite (História da Companhia de Jesus no Brasil, 1938).
Em 15 de
janeiro de 1608, a missão de S. Amaro de Ipitanga é instalada no Bispado de D.
Constantino Barradas. A Paróquia Santo Amaro de Ipitanga tem esta data como
oficial da sua fundação.
A partir
de meado do século XVI, por situar-se numa zona próxima ao mar, que favorecia
o escoamento da produção agrícola, vieram os engenhos de açúcar e com eles os negros que
influenciaram fortemente a cultura local. Ainda hoje se pode encontrar descendentes de famílias escravas, guardiãs dos costumes afros, praticantes do candomblé.
No século XVII a história da cidade é marcada por um surto
de cólera, que dizimou parcela considerável da população, e
pela construção da matriz de Santo Amaro de Ipitanga,
erguida na parte mais alta da cidade. A matriz se constituiu na construção mais
representativa desse período colonial no Brasil.
Durante a
invasão holandesa (1624/25), a Freguesia e a Aldeia serviram como base de
refúgio dos portugueses. O governo português as transformou em reduto,
abrigando o comando eclesiástico e militar, que viriam a organizar as lutas e
ações militares para a expulsão dos invasores.
Originalmente,
Lauro de Freitas pertencia a Salvador, até que em 1880 passou
a distrito de Montenegro, atual Camaçari. Em 1932retornou
a Salvador, até que em 31 de julho de 1962 foi
transformado em município. Onze anos depois passou a integrar a Região Metropolitana de Salvador.
EX-PREFEITOS
DA CIDADE DE LAURO DE FREITAS:
1 . CELSO
ALVES PINHEIRO DA SILVA
2 .
AMARÍLIO TIAGO DOS SANTOS
3 . JOSÉ
A TEMPORAL
4 . JOSÉ
MENDES
5 .
FERNANDO SABINO
6 .
MIGUEL SANTOS SILVA
7 .
ALFREDO AGOSTINHO DE DEUS
8 .
ISMAEL ORNELAS FREITAS
9 .
GERINO DE SOUZA FILHO
10. PAULO
JOSÉ ROSAS
11. JOÃO
FELIPE DE SOUZA LEÃO
12.
OTÁVIO DE CARVALHO PIMENTEL
13.
ROBERTO DE OLIVEIRA MUNIZ (1997/2000)
14.
MARCELO ABREU (2001/2004)
15. MOEMA
GRAMACHO - (2004/2012)
16. MÁRCIO ARAPONGA PAIVA (ATUAL - 2013/2016)
16. MÁRCIO ARAPONGA PAIVA (ATUAL - 2013/2016)
Subdivisões (principais bairros)
Lauro de
Freitas tem como distrito único, a sede. Está dividida
em bairros, antes era por regiões, os quais são:
Areia Branca, Buraquinho, Caixa d'Água, Caji, Centro, IIpitanga,
Itinga, Parque São, Parque Santa Rita, Jambeiro, Miragem, Portão, Vida Nova, Vilas do Atlântico e Jardim do Jockey, Capelão, Capiarara (Capim de Arara).
Areia
Branca é o mais distante, a 30 km do Centro, preserva bastante
costumes rurais.
Caji e
Jambeiro são áreas rurais, apesar de Caji possuir um condomínio na margem
da Estrada do Coco, o Condomínio Beira Rio, que fica em frente a matriz
da Insinuante, conhecida também como Mega
Insinuante da Estrada do Coco.
Itinga (da
língua tupi, Águas Claras) possui mais da metade da população do município,
mais de 70 mil habitantes, está localizado a cinco quilômetros do Centro de
Lauro de Freitas.
Portão é
o segundo maior em população, está separado pela Estrada do Coco de Vilas do Atlântico, que originalmente foi
um condomínio de luxo construído
para abrigar a classe média que fugia da agitação de Salvador.
Vida
Nova vem se destacando pelo rápido crescimento e também pelas empresas que
se instalaram no local, sobretudo as que fazem parte do chamado Pólo de
Brinquedos (Acalanto, Baby Brink e outras), e também com os investimentos em
conjuntos habitacionais com o apoio da Caixa Econômica e dos Governos Federal e Estadual juntamente com a Prefeitura.
Jardim do Jockey é um bairro de classe alta,
o mais próximo do Centro, está praticamente incorporado ao
Centro, situa-se a margem do Rio Ipitanga.
Geografia
Lauro de Freitas está localizado
ao norte da capital baiana, na região do Litoral Norte
da Bahia, com 60km² e aproximadamente 170 mil habitantes. Faz divisa ao sul com
Salvador pela praia de Ipitanga; também a oeste com Salvador; ao norte com Camaçari, divisa pelo Rio Joanes, que se
encontra em estado de poluição elevada, e Simões Filho, pelo CIA; e a leste com o Oceano Atlântico.
Possui uma clima tropical quente úmido de temperaturas médias anuais equivalentes a 24°C. Os
períodos chuvosos são no mês de abril e de junho com precipitação média anual de 1800 mm.
Seu relevo é
composto por tabuleiros, planaltos costeiros, baixos tabuleiros e colinas do Recôncavo.
O solo é do tipo lato solo vermelho amarelo distrófico, podzólico
vermelho amarelo, com predominância de areias quartzozasmarinhas distróficas.
A vegetação compreende a cobertura vegetal da orla marítima
com coqueirais em solo arenoso e dunas recobertas
por plantas rasteiras, arbustos e semi-arbustos.
PRAIAS E RIOS
Lauro de Freitas possui um
litoral de seis quilômetros banhados pelo Oceano Atlântico, divididos em três praias: Buraquinho, Praia de Ipitanga e Vilas do Atlântico.
Os rios
principais do município são o Rio Joanes, que
desagua no Oceano Atlântico e separa Lauro de Freitas
e Camaçari, e o Rio Ipitanga, que
corta a cidade desaguando no Joanes. Há também vários córregos e outros dois rios, Sapato e Goro, entretanto ambos estão em
acelerado processo de deterioração.
A unidade de conservação do município que se destaca
como apta à prática do ecoturismo é a Área de
Proteção Ambiental Joanes/Ipitanga
com cerca de 22 mil hectares de mata atlântica.
Economia
Lauro de
Freitas possui um PIB de mais de um bilhão
de reais (chegando a ser o 5º
maior do estado). É
considerado um dos municípios mais industrializados da Bahia; possuindo uma
fábrica da Lenoxe ocupando a 3ª posição entre
eles, detendo um grande pólo de "indústrias limpas". Ocomércio de Lauro de Freitas é concentrado na Estrada
do Coco (BA-099), que corta o município, mas também nos centros
dos seus principais bairros. Areia Branca, Jambeiro, Capelão, Capiarara (Capim
de Arara) não são mais áreas rurais e sim "áreas mistas" assim os
considerados pela PMLF. Areia Branca ainda possui um problema que são as
divisões de terras pois parte pertence ao município de Lauro de Freitas e parte
à Salvador. Considera se que o Bairro de Barro Duro também é pertencente ao
municipío de Lauro de Freitas apesar das proximidades da CEASA e de Simoes
Filho.Jambeiro possui uma barragem grande que retém as águas que servem à
Salvador reformado em 1956. As matas que cercaneiam Areia Branca são dos poucos
locais entre Salvador e Lauro de Freitas que ainda se mantém intocáveis
possuindo uma vasta fauna e flora.
Infra-estrutura
Segundo a Secretaria Municipal de
Transportes de Lauro de Freitas, a frota de veículos do município é cerca de mais de 85.000 automóveis.
Foi em Lauro de Freitas, então Santo
Amaro de Ipitanga, que surgiu o primeiro campo de aviação terrestre da Bahia,
construído pela empresa francesa de aviação civil Latécoére,
entre 1930 e 1940, o
Aeródromo Santo Amaro de Ipitanga, que foi o antecessor do Aeroporto de
Ipitanga, mais tarde Dois de Julho, e atualmente Deputado Luís Eduardo Magalhães.
Cultura
Localizada
na praça principal da cidade, a Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga é o
mais representativo monumento arquitetônico. Datada do final do século XVII a igreja do padroeiro localiza-se em um dos pontos mais altos do
município e com a sua festa em janeiro onde ocorre a lavagem, a procissão e a missa solene
torna-se o maior evento religioso local e importante atrativo turístico com a
participação de baianas típicas.
Foi o
primeiro município brasileiro a criar uma Secretaria de Políticas para Mulheres
para atuar no combate as desigualdades entre os sexos e a implantar um
departamento de políticas públicas para promover a igualdade racial.
RELIGIÕES:
Catolicismo,
Protestantismo, Cristianismo, Espiritismo, Candomblecista, Budista, entre
outras.
Pontos
turísticos:
- Igreja
Matriz de Santo Amaro de Ipitanga:
Único
monumento de relevante valor histórico e artístico do município, edificada no
ponto mais alto da antiga Vila. O edifício de elevado valor monumental, foi
tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em
31de janeiro de 1944. Os painéis de azulejos azuis com figuras avulsas são
compreendidos do período entre 1740 a 1750.
-
Terreiro São Jorge Filho da Goméia:
Localizada
na Rua Queira Deus, 78, em Portão, o Terreiro São Jorge é uma das mais antigas
casas de culto afro-brasileiro do município, remanescente da nação Angola, foi
fundada há 60 anos, pela Ialarorixá Altamira Maria da Conceição Souza,
conhecida como Mãe Mirinha de Portão, parteira e Mãe de Santo muito famosa e
atuante no distrito de Portão. O terreiro foi o primeiro do município a ser
tombado pelo IPAC, no dia 15 de abril de 2003.
Hoje, a
Associação São Jorge da Goméia, que funciona anexa ao templo, é uma ONG que presta
inestimáveis serviços à comunidade através de oficinas de tecelagem, de
estética afro, de dança, de capoeira, de percussão e curso de informática. Faz
parte desse projeto o Bloco Afro Bankoma, atração no carnaval de Salvador e de
Lauro de Freitas.
- Reserva
Indígena Thá fene em Quingoma.
- Ruínas
do Engenho Japara:
- Mercado
do Artesanato de Lauro de Freitas.
- Samba
de Roda de Quingoma e Samba de Viola de Portão, tombados como Patrimônio
Imaterial.
-
Barragem Joanes II, situada na localidade de Jambeiro.
- As
praias de Buraquinho, encontro dos rios joanes e sapato com o mar.
- Praia
de Ipitanga, a praia dos Surfistas.
- Praia
de Vilas, famosa pelo seu calçadão e suas barracas.
- Centro
da Cultura Afro Mãe Mirinha de Portão, antigo Terminal Turístico de Portão.
- Ruínas
do antigo Portão e ponte que dava acesso a Santo Amaro de Ipitanga, entrada
pela via norte, vindo por Camaçari.
(FESTAS
POPULARES)
Eventos e
datas comemorativas
Festival
Ipitanga de Teatro O
Festival Ipitanga de Teatro (FIT) foi realizado a partir da primeira semana de
janeiro e faz parte das comemorações à festa do padroeiro da cidade -Santo Amaro de Ipitanga, mas em sua terceira edição, em 2008, foi
adiado para abril por receber patrocínio público estadual do Fundo de Cultura
da Bahia, além da reforma do Centro de Cultura de Lauro de Freitas e sua quinta
edição foi realizada entre 12 a 22 de maio de 2010.[12]
O
Festival se tornou um dos mais importantes do estado, com a participação de
espetáculos de vários estados brasileiros: Bahia, Sergipe, Pernambuco,
Ceará, Rio Grande do Norte, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Brasília, Rio de
Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com
apresentação de mais de cem espetáculos.
O evento
é organizado pela Sociedade Cultural Távola e tem como direção e produção
geral, Nivaldo Nery Filho, o Duzinho Nery.
Natal
de Vilas
Evento
que ocorre desde 23 se Dezembro de 2006 no último final de semana antes do dia
24 de dezembro que visa comemorar o nascimento de Jesus. Uma belíssima
encenação que envolve as artes teatrais, música (coral infantil e adulto),
dança e cenografia. Este evento é promovido pela IBVA (Igreja Batista de Vilas
do Atlântico)e é aberto ao grande público.
Janeiro
Fevereiro
Data móvel: Lavagem de Vilas;
Março
Abril
Data móvel: Queima de Judas, Sábado de Aleluia, Semana Santa, encenação da Paixão de Cristo no Centro e em Itinga;
Maio
Data móvel: Lavagem de Portão, que
dura três dias;
Junho
Julho
Agosto
Novembro
Data móvel: Lavagem do Largo do
Caranguejo em Itinga;
Dezembro
Fonte:
FREITAS, Gildásio Vieira de & CORREIA, Emanuel
Paranhos. Livro da História de Lauro de
Freitas: antiga Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga. 3ª Ed, JSP Jornal e gráfica, Lauro de
Freitas/Ba, 2008.
QUESTIONÁRIO
PARA SER RESPONDIDO = 2,0 PONTOS, CADA QUESTÃO CERTA = 0.14
1 – Como os
povos indígenas chama essa terra, que hoje é Lauro de Freitas?
2 – Quem
habitava nessas terras quando os portugueses chegaram?
3 – Antes
dos Tupinambás, quais os povos indígenas que habitaram nessas terras?
4 – Qual o
segundo nome que esse município levou, antes de ser chamado de Lauro de
Freitas?
5 – O que
motivou a troca do nome Santo Amaro de Ipitanga, por Lauro de Freitas?
6 – Quantos
anos Lauro de Freitas fará em 2015?
7 – Qual o
ano e data da emancipação do município?
8 – Qual a
dia e mês do aniversário da emancipação de Lauro de Freitas?
9 – Cite o
nome dos prefeitos anteriores ao atual.
10 – Itinga
e Ipitanga são nomes indígenas da língua Tupi. Qual o seu significado?
11 – Quais
os municípios que fazem divisa com Lauro de Freitas?
12 – Quantos
quilômetros e qual a população aproximada de Lauro de Freitas.
13 – A festa
do padroeiro é comemorada em que dia e mês?
14 – Qual o
Terreiro mais famoso de Lauro de Freitas?
15 – Qual o
nome do bloco carnavalesco que representa Lauro de Freitas?
NORMAS
TÉCNICAS PARA CONSTRUIR UMA PESQUISA ACADÊMICA BIBLIOGRÁFICA
Pesquisa
Bibliográfica
Uma
pesquisa ou investigação, é um processo sistemático para a construção do
conhecimento humano, gerando novos conhecimentos, podendo também desenvolver,
colaborar, reproduzir, refutar, ampliar, detalhar, atualizar, algum
conhecimento pré-existente, servindo basicamente tanto para o indivíduo ou
grupo de indivíduos que a realiza quanto para a sociedade na qual esta se
desenvolve. A pesquisa como atividade regular também pode ser definida como o
conjunto de atividades orientadas e planejadas pela busca de um conhecimento.
Introdução:
seu objetivo é situar o leitor no contexto da pesquisa considerando os
seguintes aspectos:
Objetivo:
Os
objetivos gerais são tratados em seu sentido mais amplo e constituem a ação que
conduzirá ao tratamento da questão abordada no problema de pesquisa, fazendo
menção ao objeto de uma forma mais direta.
Com
base nele, formularemos o objetivo geral, podendo ser assim expresso:
O
objetivo geral deve se constituir desses três elementos básicos
Devemos
nos lembrar de que os objetivos gerais devem ser diferentes dos específicos,
haja vista que aqueles se manifestam num sentido mais amplo.
Ex.
Pesquisar a história e processo cultural do município de Lauro de Freitas.
Os
objetivos específicos apresentam, de forma pormenorizada, detalhada, as ações
que se pretende alcançar e estabelecem estreita relação com as particularidades
relativas à temática trabalhada. Dessa maneira, servimo-nos de algumas
sugestões que perfeitamente se aplicam a eles, tendo como base os objetivos
gerais, acima ressaltados:
*
Levantar o histórico da cidade de Lauro de Freitas;
*
Identificar o processo étnico da população;
*
Analisar o processo demográfico da populacional;
*
Apresentar os motivos que constituem a referente pesquisa.
Justificativa:
A Justificativa de uma
pesquisa acadêmica, técnica ou científica, trata-se de destacar a relevância e
o porquê tal trabalho deve ser realizado. Para deixar claras as razões do que
será abordado na pesquisa, pode-se responder em formato dissertativo questões
como: “Quais motivos justificam minha pesquisa? ”; “Quais contribuições para a
compreensão, intervenção ou solução para o problema do desconhecimento do
estudante sobre o município trará a realização de tal pesquisa? ”.
Metodologia: Pesquisa Bibliográfica
Marco
Teórico:
É o
levantamento de um determinado tema, processado em bases de dados nacionais e
internacionais que contêm artigos de revistas, livros, teses e outros
documentos.
Como
resultado obtém-se uma lista com as referências e resumos dos documentos que
foram localizados nas bases de dados. Fazer um resumo sobre o material
pesquisado.
Resumir é
o ato de ler, analisar e traçar em poucas linhas o que de fato é essencial e
mais importante para o leitor.
Quando
reescrevemos um texto, internalizamos melhor o assunto e não nos esquecemos
dele. Afinal, não aprendemos com um simples passar de olhos pelas letras! Dessa
forma, podemos até dizer que lemos o texto, mas quanto a assimilar...será
difícil afirmar que sim!
O fato de
sintetizar um texto ou capítulos longos pode se tornar um ótimo hábito e
auxiliá-lo muito em todas as disciplinas, pois estará atento às ideias
principais e se lembrará dos pontos chaves do conteúdo.
Expor o
texto em um número reduzido de linhas não parece ser fácil? Não se preocupe, a
seguir estão alguns passos para se fazer um bom resumo e se dar bem:
- Faça
uma primeira leitura atenciosa do texto, a fim de saber o assunto geral dele;
- Depois,
leia o texto por parágrafos, sublinhando as palavras-chaves para serem a base
do resumo;
- Logo
após, faça o resumo dos parágrafos, baseando-se nas palavras-chaves já
destacadas anteriormente;
- Releia
o seu texto à medida que for escrevendo para verificar se as ideias estão
claras e sequenciais, ou seja, coerentes e coesas.
- Ao
final, faça um resumo geral deste primeiro resumo dos parágrafos e verifique se
não está faltando nenhuma informação ou sobrando alguma;
- Por
fim, analise se os conceitos apresentados estão de acordo com a opinião do
autor, porque não cabem no resumo comentários pessoais.
Conclusão: Posicionamento do autor sobre o pesquisado
A conclusão deve ser sucinta, conter apenas um parágrafo e
deve retomar a ideia principal, desenvolvida no texto, de forma convincente. A
conclusão deve conter a síntese de tudo o que foi apresentado no texto.
Pode-se também apresentar possíveis soluções para os
problemas expostos na CONCLUSÃO, buscando prováveis resultados (É preciso. É
imprescindível. É necessário.), trabalhando com a conscientização geral. Por
exemplo: É imprescindível que, diante dos argumentos expostos, todos se
conscientizem de que...
Apresentamos, aqui, algumas frases que podem ajudar, para
iniciar a conclusão:
Em
virtude dos fatos mencionados ...
Por isso
tudo ...
Levando-se
em consideração esses aspectos ...
Dessa
forma ...
Em vista
dos argumentos apresentados ...
Dado o
exposto ...
Tendo em
vista os aspectos observados ...
Levando-se
em conta o que foi observado ...
Em
virtude do que foi mencionado ...
Referência Bibliográfica:
Referência bibliográfica é um conjunto de elementos de uma
obra escrita (como título, autor, editora, local de publicação e outras) que
permite a sua identificação.
A um conjunto de referências bibliográficas, normalmente
apresentadas no final de uma obra, dá-se o nome de "referências
bibliográficas" ou apenas "referências".
Ex: RODRIGUES, M. V. Qualidade de vida no trabalho.
1989. 180 f.. Dissertação
(Mestrado em Administração) - Faculdade de Ciências
Econômicas, Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1989.
Referências:
http://www.brasilescola.com/redacao/resumo-texto.htm.
Consultado em 29/06/2015.
https://www.passeidireto.com/pergunta/2453199/como-deve-ser-a-justificativa-de-um-projeto-de-pesquisa.
Consultado em 29/06/2015.
http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/12/frases-modelo-para-o-inicio-da-conclusao.html.
Consultado em 29/06/2015.
http://www.bu.ufsc.br/home982.PDF. Consultado
em 29/06/2015.
Escola Municipal Solange
Coelho
Edson Paiva – Educação Física
Como produzir um bom texto
Para a produção de um bom
texto é importante ter ideias claras e objetivas.
Para se produzir um bom texto
é necessário que o escritor tenha um prévio conhecimento do assunto que irá
abordar. Além disso, a clareza das ideias é fundamental ao entendimento do
leitor.
O texto estará claro para quem
lê quando tiver ideias bem articuladas e objetivas. Para isso, é importante uma
seleção cuidadosa das palavras, que deverão ser distribuídas em períodos
curtos. Devendo obedecer ao quantitativo de linhas para cada parágrafo. O autor
deverá ter claro que cada parágrafo deverá ter de 5 a 7 linhas, no máximo.
Dessa forma, o escritor evitará erros quanto à coerência e coesão dos fatos
apresentados e o leitor não ficará perdido em meio a tantos argumentos.
A coerência nos diz da
organização das partes para formar o todo do texto. Os tipos de produção
textual, sem exceção, necessitam de sentido, de ter significado, ou seja,
precisam ser coerentes.
Um texto será coeso se houver
um acordo entre as partes do mesmo, de modo que os elementos que dão
continuidade à produção estejam em harmonia.
Logo, a clareza de um texto
advém da coerência dos fatos, os quais se encadeiam através dos elementos de
coesão, que por sua vez devem estar perfeitamente enquadrados.
Um episódio que compromete a
clareza textual e que é habitual em redações é a redundância, juntamente com a
repetição desnecessária de palavras e ideias.
Reler o texto é uma opção de
excelentes resultados, pois o autor chamará para si a responsabilidade e
aprenderá que o processo da escrita e aperfeiçoamento da mesma vem com o tempo,
com a prática. Além disso, ao fazer a releitura textual o escritor observará
palavras e trechos desnecessários, ideias vagas, exposições inadequadas,
períodos longos e confusos, e assim por diante.
A autocorreção traz benefícios
para o emissor e para o receptor da mensagem, pois evita a obscuridade textual
e o desinteresse. Do mesmo modo, quando o escritor se distancia de seu texto e
coloca-se na posição de leitor, tem maior percepção a respeito do que foi
escrito, se é compreensível ou não.
Através dessa reflexão a
respeito da produção textual, observamos que somente as correções ortográficas
e gramaticais não são suficientes, mas também a análise textual a partir da
colocação das ideias. O que torna ainda mais necessário a releitura, pois a
apreciação de um texto requer tempo e disposição.
Portanto, a revisão do texto
deve ser feita sempre, a fim de que haja um bom resultado, ou melhor, um bom
texto.
Fonte:
http://www.mundoeducacao.com/redacao/como-produzir-um-bom-texto.htm.
Consultado em 04/07/2015.