POVOS TUPINAMBÁS
Funções e importância
Os tupinambás eram uma nação indígena que habitava várias áreas do litoral brasileiro. As diversas tribos tupinambás possuíam uma língua comum, conhecida como tupi, porém não mantinham uma unidade e chegavam até mesmo a guerrearem entre si.
NA BAHIA
Quando os portugueses iniciaram a colonização na Bahia, os Tupinambás dominavam extensas áreas desta região. Toda a zona costeira do São Francisco, Recôncavo até junto a Ilhéus estava sujeita ao domínio de tribos locais. Também dominavam o interior, pela margem direita do São Francisco e alguns territórios situados ao longo do rio. Os índios que ficaram vivendo entre os brancos, no litoral sofreram um processo letal de amplas proporções.
Os índios habitantes dessa faixa litorânea, chamada por eles de Ipitanga, eram os Tupis /Tupinambás. Por serem nômades por natureza, mudavam-se constantemente de local, fixando-se provisoriamente onde houvesse maior disponibilidade de alimentos: caça, pesca, frutas, raízes. Sua população era bastante numerosa.
Os tupinambás fizeram parte da Confederação dos Tamoios, entre 1556 e 1567, na luta contra os colonizadores portugueses.
Uma característica marcante dos tupinambás é a pratica do canibalismo. Acreditavam que ao consumirem a carne de pessoas, poderiam adquirir suas qualidades (inteligência, coragem, habilidades bélicas, etc).
Assim como outras nações indígenas, os tupinambás foram aos poucos desaparecendo ao entrarem em contato com os colonizadores portugueses.
ARTESANATO
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.
Características da alimentação indígena
Podemos dizer que a alimentação indígena é natural, pois eles consomem alimentos retirados diretamente da natureza. Desta forma, conseguem obter alimentos isentos de agrotóxicos ou de outros produtos químicos. A alimentação indígena é saudável e rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes.
Como os índios não consumem produtos industrializados, ficam livres dos efeitos nocivos dos conservantes, corantes artificiais, realçadores de sabor e outros aditivos artificiais usados na indústria alimentícia.
Somada a uma intensa atividade física, a alimentação indígena proporciona aos integrantes da tribo uma vida saudável. Logo, podemos observar nas aldeias isoladas (sem contatos com o homem branco), indivíduos fortes, saudáveis e felizes. Obesidade, estresse, depressão e outros males encontrados facilmente nas grandes cidades passam longe das tribos.
Numa aldeia indígena, o preparo dos alimentos é de responsabilidade das mulheres. Aos homens, cabe a função de caçar e pescar.
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam à técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio). Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha.
Principais alimentos consumidos pelos índios brasileiros:
- Frutas
- Verduras
- Legumes
- Raízes
- Carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato, macaco, etc).
- Peixes
- Cereais
- Castanhas
- Verduras
- Legumes
- Raízes
- Carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato, macaco, etc).
- Peixes
- Cereais
- Castanhas
Pratos típicos da culinária indígena:
- Tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca)
- Pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe).
- Pipoca
- Beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina).
- Pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe).
- Pipoca
- Beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina).
CRENÇA
O seu sistema de crenças assentavamna existência de espíritos e nos heróis que ensinaram as artes essenciais à vida em sociedade. Nestecontexto, sem líderes instituídos, o feiticeiro ou pagé era o mediador entre o mundo invisível dos espíritos eos homens. Este papel valia-lhe uma importância acrescida aos seus dotes de curandeiro.
SISTEMA POLÍTICO
Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca guerra e derrubada das árvores. Duas figuras importantes na organização das tribos são: o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.
PALAVRAS DA LÍNGUA TUPÍ
A: ka’a - mata;
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a-karu - (eu) como;
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taba - aldeia
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E: ere-ker - (tu) dormes;
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ixé - eu;
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pereba - ferida
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I: itá - pedra;
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pirá - peixe;
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maíra - francês
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O: "a-só" (leia assó) - (eu) vou;
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oka - (leia "óca") - casa
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U: upaba - lago;
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sumarã - inimigo;
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puká - rir
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paranã - mar; ryryî – tremer; morubixaba (cacique); ygara (canoa); syk (chegar); kûá (enseada);nhe’eng (falar); pytá (ficar); gûyratinga (garça); abá (índio); îakaré (jacaré); ygarusu (navio); paka (paca); peró (português); ybyrá (árvoe) tendy (luz ‘aka (chifre); moti’a (peito); ybytyra (monte, montanha); ‘y - água, rio; ‘ybá - fruta, fruto;
ybaka – céu; yby – terra.
ybaka – céu; yby – terra.
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